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Trote invertido

Com muita frequência, o próprio doutor Tancredo recebia ou fazia pessoalmente seus telefonemas. Surpreendia seus auxiliares e colocava em pânico as secretárias. Num domingo, uma repórter muito esperta, com quem ele não podia falar, ligou para o Palácio das Mangabeiras e ouviu algo bem característico dele, marca registrada:


— Aaaalôô!


— Alô! Oh, governador, já é o senhor? Desculpe-me! Aqui é a ...


Ele reconheceu a voz e a interrompeu:


— Desculpe, dona, mas aqui é o porteiro. O governador saiu.


— Mas a sua voz é igualzinha à do doutor Tancredo! Tem certeza de que não é mesmo o governador?


— Infelizmente, tenho, minha filha. Mas quem sabe um dia chego lá?


Fonte: “Tancredo Vivo – Casos e Acaso”, de Ronaldo Costa Couto. Editora Record. Rio de Janeiro, 1995