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Tancredo Democracia Neves

Jornal “Estado de Minas” – 27/02/2010


RONALDO COSTA COUTO


"Mineiros, o primeiro compromisso de Minas é com a liberdade. Quando ainda não havia caminhos e cidades nestas montanhas, os pioneiros, descortinando o alto horizonte, sentiram que nelas não haveria pouso para os tiranos, nem chão para as quimeras totalitárias" (Em 1983, no discurso de posse como governador de Minas Gerais)


Centenário de nascimento de Tancredo Neves (1910-1985), 25 anos de saudade dele. Ainda me emociona a lembrança do Brasil inteiro enfeitado de verde-amarelo e alegria em 15 de janeiro de 1985 para festejar sua quase milagrosa vitória no Colégio Eleitoral do regime militar. Foram 480 votos, contra 180 dados ao situacionista Paulo Maluf. Era a certeza da democracia, depois de quase 21 anos de ditadura.


Assisti à votação de pé, abraçado ao escritor e cartunista Ziraldo, amigo de vida inteira, e ao saudoso jornalista carioca Zózimo Barroso do Amaral. Choramos de pura alegria, felicidade ameaçando arrebentar o peito. Momento encantado. A história acontecendo ali, exibindo-se despudoradamente, escancarando episódio marcante. Tancredo, no discurso da vitória: "Se todos quisermos, dizia-nos, há quase 200 anos, Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la".


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