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Falas do Trono

Jornal “Estado de Minas” – 27/02/2010


J.D. VITAL


As entrevistas coletivas ganharam a solenidade das falas do trono. Passaram a se realizar, uma vez ao mês, no auditório do terceiro andar do Palácio dos Despachos, com alguma organização e muita motivação. Parecia entrevista no Salão Oval da Casa Branca. Com a diferença que o governador não falava de pé, como faz hoje o presidente Barack Obama. Tancredo Neves falava sentado.


De alguma forma, a capacidade de Tancredo mexer com o público, no período da redemocratização brasileira, foi avant-première do fenômeno Obama, que emocionou as plateias na campanha e na posse em Washington. Em Minas ou por onde passava no país, durante as Diretas Já, Tancredo também despertava comoção e esperança.


Nas coletivas, Tancredo deixou de ser ameaçado pelo alvoroço dos microfones: os aparelhos eram dispostos sobre a mesa, colocada em um tablado, de frente para a plateia. Os repórteres sentados, também. Uma coisa civilizada. De pé, apenas os cinegrafistas e a multidão de curiosos, que surgiam não se sabe de onde.


Nenhum jornalista da época parecia interessado em perguntar quantos quilômetros de estradas o governo Tancredo Neves abriu ou asfaltou. Mas todos anotavam com entusiasmo suas palavras, como "o primeiro compromisso de Minas é com a liberdade".


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