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A Viagem da Transição

Estadão Online – 06/03/2010


SÃO PAULO - A velha agenda ficou entre os guardados do embaixador e ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero por um quarto de século. Nela, o diplomata registrou, em letra de mão caprichada, um capítulo conturbado da história brasileira.


No dia 23 de janeiro de 1985, Tancredo Neves, recém-eleito presidente, partiu em avião de carreira do Aeroporto do Galeão para o exterior. Com ele, uma discreta comitiva, integrada, entre outros, por Ricupero, o embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima, a primeira-dama, d. Risoleta, e seu neto, Aécio Neves. A ditadura militar agonizava, mas elementos da linha-dura do regime – que o general Ernesto Geisel chamara de "sinceros, porém radicais" – ainda resistiam à Nova República.


"A viagem tinha o sentido de uma sagração para desestimular qualquer tipo de golpe", lembra Ricupero. O périplo de 15 dias viria a ser, nas palavras do ex-chanceler Celso Lafer, o "momento presidencial de Tancredo", no qual se pode vislumbrar o que teria sido a sua presidência.


O 'Aliás' traz, com exclusividade, trechos de Diário de Bordo: A Viagem Presidencial de Tancredo (Imprensa Oficial), que Ricupero lança este mês, no centenário do político mineiro. Entre eles, a inusitada conversa no Vaticano com um assessor do Papa, indícios da doença nos EUA, pequenas gafes do recém-eleito e o passo decisivo rumo à aproximação do Brasil com a Argentina.


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