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Tancredo operado na véspera da posse

Jornal “O Estado de S. Paulo” – 15/03/2010


ROSE SACONI


Primeiro civil eleito após 21 anos de regime militar, o mineiro Tancredo de Almeida Neves deveria assumir a Presidência da República em 15 de março de 1985. A festa da posse estava pronta, mas não aconteceu. O presidente eleito foi internado às pressas em Brasília após participar de uma missa, celebrada em sua homenagem.


Médicos e assessores anunciaram que Tancredo tinha diverticulite de Meckek. Depois, admitiram a existência de um tumor no intestino. Até o anúncio da morte, no dia 21 de abril, Tancredo foi submetido a sete cirurgias e seu sofrimento se arrastou por cinco das mais angustiantes semanas da história recente da República.


Como Tancredo estava impossibilitado de assumir a Presidência, o meio político mobilizou-se para viabilizar a transição de poder. Uma corrente defendia que o presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, deveria assumir o cargo. O próprio deputado, porém, entendeu que o vice da chapa de Tancredo, José Sarney, assumiria o governo até a recuperação do presidente. O Estado, em sua primeira página do dia 16 de março de 1985, informava: Tancredo operado. Sarney assumirá a Presidência.


Na mesma edição, o jornal trazia um caderno especial dedicado à cobertura da posse e à cerimônia de transmissão da faixa presidencial do último presidente militar, João Batista Figueiredo, para Tancredo Neves, o que acabou não acontecendo. O caderno estampava em suas páginas um selo da reprodução da capa de 16 de novembro de 1889, que com a manchete Viva a República mudou definitivamente o nome do jornal de A Província de São Paulo para O Estado de S. Paulo.


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