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Diretas Já

 

diretas_ja_tancredo_nevesEm 1984, o País viveu o maior período de manifestações públicas de sua história, com o movimento das Diretas Já, que exigia a escolha do presidente da República pelo voto popular. Então governador de Minas, Tancredo participou com destaque dos principais palanques da campanha, ao lado de Ulysses Guimarães, batizado de Senhor Diretas, Franco Montoro, Leonel Brizola, Luís Inácio Lula da Silva, Mário Covas, Miguel Arraes e Fernando Henrique Cardoso, entre outros. Desde 1960, os brasileiros não votavam para presidente, vetado com o golpe militar de 1964. A mobilização das multidões se deu em defesa de uma emenda constitucional, proposta pelo deputado Dante de Oliveira, do Mato Grosso, para restabelecer a escolha pelo sufrágio universal.


Entretanto, em 25 de abril, para grande frustração nacional, a emenda Dante de Oliveira não foi aceita na Câmara dos Deputados. Manteve-se, assim, a eleição indireta para o sucessor de Figueiredo. A derrota da emenda se deu em meio a forte pressão do governo federal sobre o Congresso Nacional, que chegou a incluir a ocupação militar e a decretação de estado de emergência em Brasília.


Após a derrota da emenda, Tancredo Neves foi o candidato das oposições, lançado pelo PMDB para construir uma Nova República, segundo slogan da época. Formou-se a chapa Aliança Democrática, tendo como vice o senador José Sarney, que rompeu com o governo militar, junto com o vice-presidente Aureliano Chaves e o senador Marco Maciel, entre outros. O candidato dos militares foi o deputado Paulo Maluf, do PDS.


Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito presidente da República, após vencer Paulo Maluf por 480 votos a 180, com 17 abstenções e 9 ausências, na votação do Colégio Eleitoral, em Brasília.