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Primeiro-Ministro

 

tancredo_neves_primeiro_ministroEm 1961, Tancredo Neves revelou ao país um de seus mais notáveis atributos: a habilidade na negociação política, tão fundamental na conciliação de divergências nas sociedades democráticas. Com a renúncia de Jânio Quadros, em 25 de agosto, os ministros militares não aceitaram a posse do vice-presidente João Goulart, pela sua proximidade com o movimento sindical e sob a acusação de ligações com os comunistas. Naquele momento, Jango se achava em visita oficial à China. No Rio Grande do Sul, o governador Leonel Brizola lançou o movimento pela legalidade, em defesa da posse, com adesão das tropas do 3º Exército. Houve deslocamento do 2º Exército, sediado em São Paulo, e a crise se ampliou, com o país à beira de um confronto armado.


Tancredo manteve-se a favor da Constituição e da posse de Jango, chegando a divulgar manifesto nesse sentido. Também coordenou a solução do impasse e negociou a adoção do parlamentarismo, tendo se encontrado com Jango no Uruguai, para obter dele o apoio.


A alternativa reduzia os poderes do presidente, mas garantia o essencial: a sua posse e as condições para a superação da crise, dando a Jango tempo para se firmar no cargo. O Congresso Nacional aprovou a mudança e João Goulart tomou posse em 7 de setembro.


Logo em seguida, Tancredo Neves foi aprovado pelo Congresso Nacional para exercer a função de primeiro-ministro, por 259 votos contra 22. Formou, então, um gabinete parlamentarista capaz de reconstruir o diálogo entre os principais partidos do país.


Em 1962, deixou o cargo de primeiro-ministro para disputar as eleições legislativas daquele ano. Eleito deputado federal, veio a ser o líder do governo João Goulart na Câmara, função que ocupou até o golpe militar.


Em janeiro de 1963, depois de ampla campanha em todo o país, um plebiscito reinstalou o presidencialismo e devolveu a João Goulart os poderes definidos na Constituição de 1946.


Composição do Gabinete de Tancredo Neves