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Tancredo tinha plano contra radicais

Jornal “O Globo” – 15/03/2010


Aliados de Tancredo Neves, eleito por votação indireta para presidente da República, armaram um plano para tirá-lo imediatamente de Brasília caso houvesse reação de militares insatisfeitos com o processo de transição democrática. A revelação foi feita pelo coronel Kurt Pessek em entrevista a Geneton Moraes Neto, no programa Globo News Especial, exibido ontem — 25 anos depois da internação de Tancredo, sem jamais tomar posse como presidente no lugar do general João Figueiredo.


Pessek tinha a função de abastecer o staff de Tancredo com informações recolhidas, em sigilo, junto a militares.


O coronel contou ao programa (que será reprisado hoje, às 11h30 e às 17h 30) que Tancredo, caso houvesse situação de risco, seria levado ao gabinete do então senador Severo Gomes — onde havia saída para o estacionamento. De lá, seguiria para a rodovia que dá acesso a Unaí, onde um pequeno avião, pilotado pelo deputado Jorge Vargas, a sua espera, o levaria a Uberlândia e, por fim, a Porto Alegre.


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Tancredo operado na véspera da posse

Jornal “O Estado de S. Paulo” – 15/03/2010


ROSE SACONI


Primeiro civil eleito após 21 anos de regime militar, o mineiro Tancredo de Almeida Neves deveria assumir a Presidência da República em 15 de março de 1985. A festa da posse estava pronta, mas não aconteceu. O presidente eleito foi internado às pressas em Brasília após participar de uma missa, celebrada em sua homenagem.


Médicos e assessores anunciaram que Tancredo tinha diverticulite de Meckek. Depois, admitiram a existência de um tumor no intestino. Até o anúncio da morte, no dia 21 de abril, Tancredo foi submetido a sete cirurgias e seu sofrimento se arrastou por cinco das mais angustiantes semanas da história recente da República.


Como Tancredo estava impossibilitado de assumir a Presidência, o meio político mobilizou-se para viabilizar a transição de poder. Uma corrente defendia que o presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, deveria assumir o cargo. O próprio deputado, porém, entendeu que o vice da chapa de Tancredo, José Sarney, assumiria o governo até a recuperação do presidente. O Estado, em sua primeira página do dia 16 de março de 1985, informava: Tancredo operado. Sarney assumirá a Presidência.


Na mesma edição, o jornal trazia um caderno especial dedicado à cobertura da posse e à cerimônia de transmissão da faixa presidencial do último presidente militar, João Batista Figueiredo, para Tancredo Neves, o que acabou não acontecendo. O caderno estampava em suas páginas um selo da reprodução da capa de 16 de novembro de 1889, que com a manchete Viva a República mudou definitivamente o nome do jornal de A Província de São Paulo para O Estado de S. Paulo.


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Amanhã, 25 anos

Jornal “Folha de S.Paulo” – 14/03/2010


RUBENS RICUPERO


NÃO VOU falar da dor, da perplexidade, da sensação de orfandade daqueles dias. Mergulhado na releitura do "Diário de Bordo" que escrevi durante a viagem do dr. Tancredo antes da frustrada posse, prefiro, como Álvaro Moreyra, evocar as lembranças que ele nos deixou sob o título de "As amargas, não".


Quem percorrer o "Diário" há de ver como, até falando da morte, Tancredo nunca se separava da graça e da leveza de espírito. Quando se tentava enxertar algum compromisso novo nos programas carregados que ele devia cumprir na correria por tantos países, tentávamos, os acompanhantes sem fôlego, convencê-lo a recusar. Diante do argumento de que era preciso descansar, ele sorria e dizia: "Para descansar, teremos toda a eternidade".


Em Buenos Aires, última etapa do cansativo périplo pelo mundo, um dos visitantes que recebeu no hotel comentou, referindo-se à longa viagem: "Larga gira, presidente". Pensando que era alusão à sua comprida vida política, Tancredo comentou: "É, terei o mais longo necrológio do Brasil".


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Tancredo e o futebol

Jornal "O Tempo" – 13/03/2010


TEODOMIRO BRAGA


Ao longo deste mês em que se comemora o centenário do nascimento de Tancredo Neves, muito se publicou na imprensa a respeito do ex-presidente, principalmente sobre a sua atuação política. Pouco se escreveu, porém, sobre um lado de Tancredo que é praticamente desconhecido do público: o seu lado esportista. Dou aqui minha modesta contribuição para ajudar a resgatar este capítulo de sua biografia.


Ficou célebre a sua declaração, à revista "Placar", de que torcia pelo América, mas gostava do Atlético, do Cruzeiro e de todos os times do interior. A frase foi uma brincadeira de Tancredo, que gostava de exercitar seu espírito de gozador, mas por causa dela muita gente imaginava que ele torcia pelo Coelho por conveniência, para não desagradar os torcedores dos outros clubes mineiros.


Tancredo era torcedor apaixonado pelo América e quando era governador de Minas recebeu o título de "sócio benemérito" do clube no próprio Palácio da Liberdade, em novembro de 1984. "Nesse dia, ele mostrou que acompanhava as coisas do América e perguntou pelo `seu´ Zico, o pai de Telê Santana, que era o responsável pelas nossas escolinhas de futebol", lembra o então presidente do clube, Paulo Afonso Alves - cuja posse teve a presença de Tancredo, que também o ajudou a conseguir patrocínios para o clube.


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Tancredo: uma entrevista antiga

Jornal "Folha de S.Paulo" – 12/03/2010


CARLOS HEITOR CONY


Estamos comemorando centenário de nascimento de Tancredo Neves, um dos nomes mais queridos e expressivos de nosso período republicano, só comparável, e quase sempre com vantagem para ele, com os grandes vultos de nosso passado monárquico.


Para homenageá-lo, transcreverei um artigo que publiquei após uma entrevista com ele, quando ainda vivíamos a esperança de uma eleição direta. Gosto de lembrar de Tancredo Neves assim, um pensamento liberal e autenticamente democrático, despojado de ilusões, mas com aquilo que foi chamado de "decisão de fortes".


"Era um fim de semana sem sol e Tancredo Neves ficara no Rio, teria compromisso cedo na segunda-feira, parece que uma missa de sétimo dia. A situação estava bastante confusa para os lados dele. Governador de Minas, ainda com um longo período pela frente, ele se engajara na campanha das Diretas".


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Livro conta como Tancredo tentou antecipar acordo com o FMI

Jornal “Valor Econômico” – 09/03/2010


SÉRGIO LEO


A história recente da política brasileira ganha, neste mês, a contribuição do diário de viagem de um acompanhante privilegiado do "momento presidencial" de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil eleito após o regime militar, impedido de tomar posse por uma doença fatal. O diário foi escrito pelo embaixador Rubens Ricupero, assessor direto de Tancredo, na viagem ao exterior que precedeu a posse frustrada. Entre as revelações de Ricupero, está a tentativa do presidente eleito de antecipar um acordo com o Fundo Monetário Internacional, para evitar a moratória da dívida externa.


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Lembranças de Tancredo

"Jornal do Brasil" – 07/03/2010


MAURO SANTAYANA


Durante alguns anos, convivi com Tancredo, participando do projeto político que levou à transição democrática. Não éramos amigos, quando iniciamos essa associação. Desde o início, embora ele falasse no assunto, recusei uma relação de caráter profissional.


Queria ter a independência de expor minhas próprias ideias, e isso afastava a situação de chefe e subordinado. Só fui aceitar essa relação profissional depois que ele se elegeu governador de Minas e me encarregou de representar o seu governo em São Paulo, isso em 1983. Eu o conhecia, como o conheciam todos os mineiros de minha geração. Ainda adolescente lia, nos jornais mineiros, sobre sua atuação na Assembleia Legislativa.


Em 1952, quando comecei a trabalhar em jornal, passei a interessar-me pela política mais de perto e acompanhava o seu desempenho na Câmara dos Deputados. Dois anos depois, nos episódios que levaram ao suicídio de Vargas, impressionaram-me a sua lealdade ao presidente e sua coragem pessoal. Cobri o velório de Getulio no Catete e segui o cortejo fúnebre pela Praia do Flamengo até o Aeroporto Santos Dumont, naquela manhã do dia 25 de agosto.


Em 1960, quando foi candidato ao governo de Minas, o redator-chefe de meu jornal, um dos melhores jornalistas mineiros, Hermenegildo Chaves, grande amigo de Tancredo, pediu-me que o ajudasse a redigir pequeno discurso para o candidato. Tancredo iria agradecer, na convenção estadual do Partido Socialista Brasileiro, o apoio à sua candidatura. Chaves pediu-me ajuda porque era conservador e queria que um esquerdista lhe desse a mão. Tancredo nunca soube dessa minha ajuda indireta.


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O Presidente Tancredo Neves

Jornal do Brasil – 06/03/2010


YACY NUNES


Antes de subir a escada do avião que o levaria do Rio de Janeiro para a posse que não houve em Brasília, dois dias antes de 15 de março de 1985, Tancredo Neves despediu-se com carinho de alguns assessores e amigos que viajariam depois.


Entre eles, o jornalista e publicitário Mauro Salles e o sobrinho do ex-governador de Minas, Breno Neves. O presidente eleito cumprimentou cordialmente os três repórteres que o seguiram do apartamento onde morava com dona Risoleta Neves, na Avenida Atlântica, até o pátio reservado para vôos como esse, no antigo aeroporto Santos Dumont.


Ao despedir-se de nós (que também viajaríamos no dia seguinte), eu, que era a única jornalista mulher, pedi para dar um beijo na estrela que o presidente eleito tinha, literalmente, desenhada nas rugas de sua testa.


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A Viagem da Transição

Estadão Online – 06/03/2010


SÃO PAULO - A velha agenda ficou entre os guardados do embaixador e ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero por um quarto de século. Nela, o diplomata registrou, em letra de mão caprichada, um capítulo conturbado da história brasileira.


No dia 23 de janeiro de 1985, Tancredo Neves, recém-eleito presidente, partiu em avião de carreira do Aeroporto do Galeão para o exterior. Com ele, uma discreta comitiva, integrada, entre outros, por Ricupero, o embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima, a primeira-dama, d. Risoleta, e seu neto, Aécio Neves. A ditadura militar agonizava, mas elementos da linha-dura do regime – que o general Ernesto Geisel chamara de "sinceros, porém radicais" – ainda resistiam à Nova República.


"A viagem tinha o sentido de uma sagração para desestimular qualquer tipo de golpe", lembra Ricupero. O périplo de 15 dias viria a ser, nas palavras do ex-chanceler Celso Lafer, o "momento presidencial de Tancredo", no qual se pode vislumbrar o que teria sido a sua presidência.


O 'Aliás' traz, com exclusividade, trechos de Diário de Bordo: A Viagem Presidencial de Tancredo (Imprensa Oficial), que Ricupero lança este mês, no centenário do político mineiro. Entre eles, a inusitada conversa no Vaticano com um assessor do Papa, indícios da doença nos EUA, pequenas gafes do recém-eleito e o passo decisivo rumo à aproximação do Brasil com a Argentina.


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Minas Gerais Homenageia Centenário de Tancredo Neves

“Bom Dia Brasil” – 05/03/2010


A trajetória do homem público que ajudou a reconduzir o Brasil à democracia marcou não apenas a história política do país.


Tancredo Neves foi um homem que travou uma luta incansável pela democracia. Os ideais de liberdade sempre marcaram a trajetória política dele - como deputado, senador, ministro. No governo de Minas Gerais, despontou como líder do maior movimento cívico do país.


O movimento das Diretas ganhou as ruas e o coração do povo. Em 1984, Tancredo se tornou o primeiro presidente civil depois do governo militar, na última eleição indireta do país. Um sonho que terminou cedo demais. Um dia antes da posse, ele foi internado com fortes dores abdominais e 38 dias depois, a notícia comoveu o país.


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Os 100 Anos de Nascimento de Tancredo Neves

“Jornal da Globo” – 05/03/2010


Caiu nesta quinta-feira (04) o centésimo aniversário de nascimento de Tancredo Neves, o símbolo do político capaz de articular e harmonizar.
A vida dele se confunde com a história do Brasil no século XX.


Criado ao toque dos sinos das igrejas barrocas de São João Del Rey, Tancredo Neves nasceu numa família em que a política era tradição. Vereador, deputado estadual, federal.


"Ele foi galgando cargos, se destacando e, foi claro, também, por meio de ligações pessoais com políticos importantes como JK, por exemplo, que abriu caminho para que ele subisse para o governo federal", conta o professor de história da UFMG, Rodrigo Pato Sá Mota.


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