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Minas Homenageia Centenário de Tancredo

“Jornal Nacional” – 05/03/2010


Tancredo Neves foi eleito o primeiro presidente civil do Brasil, depois de 20 anos de ditadura. Na véspera da posse, foi internado com diverticulite. Ele não resistiu após 38 dias de internação.


Minas Gerais fez nesta quinta-feira uma homenagem grandiosa ao centenário de nascimento de Tancredo Neves. Foi um político da conciliação e um dos principais arquitetos da transição do Brasil para a democracia.


Nos palanques, a voz de liderança. "De um povo, pode-se exigir tudo: sofrimento, luta, sacrifício. Só não pode-se exigir desse povo é que ele renuncie a sua consciência cívica".


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Tancredo Neves: 100 Anos

Jornal “Folha de S.Paulo” – 05/03/2010


JOSÉ SARNEY


O TEMPO SE comporta em relação à memória dos homens de maneira contraditória: a de uns desaparece nas garoas do tempo; a de outros vai se tornando mais nítida, liberta das poeiras do cotidiano.


Tancredo Neves tem a sua imagem cada vez mais definida, visto como o maior político da vida brasileira contemporânea.


Em todos os episódios que abalaram as nossas instituições em 1954, 1955, 1961, 1964 e 1985, foi ele o responsável pela engenharia política que nos permitiu conservar o objetivo democrático. Até mesmo os militares diziam em suas intervenções salvacionistas que lutavam contra a realização imperfeita dos valores da liberdade.


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Governador Participa de Homenagens a Tancredo em São João del-Rei

Agência Minas – 04/03/2010


SÃO JOÃO DEL-REI(04/03/10) - O governador Aécio Neves participou, nesta quinta-feira (4), em São João del-Rei, no Campo das Vertentes, das homenagens pelos cem anos de nascimento do ex-presidente Tancredo Neves. A programação contou com a reinauguração do Memorial Tancredo Neves e com uma visita ao túmulo do ex-presidente, no cemitério da Igreja São Francisco de Assis.


O governador chegou acompanhado da mãe, Inês Maria, da filha Gabriela, da irmã Andrea e fez o trajeto entre a Igreja e o cemitério cercado por amigos e por moradores de São João del-Rei que também foram prestar homenagens a Tancredo. A solenidade contou ainda com a presença de importantes lideranças políticas, entre elas, a do ex-presidente José Sarney, presidente do Senado, que assumiu a Presidência após a morte de Tancredo. A cantora Fafá de Belém cantou o hino nacional aos pés do túmulo de Tancredo.


Emocionado, o governador disse que a homenagem a Tancredo não deveria ser entendida como um momento de nostalgia, mas como uma comemoração da capacidade das pessoas escolherem e reconhecerem uma liderança como a de Tancredo Neves.

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Sarney Lembra em São João Del-Rei legado de Tancredo para a democracia

Agência Senado – 04/03/2010


Autoridades, parlamentares, prefeitos da região, familiares e populares participaram nesta quinta-feira (4) da visita ao túmulo do ex-presidente Tancredo Neves, em sua cidade Natal, São João Del-Rei (MG), como parte das solenidades em homenagem ao político mineiro nos cem anos de seu nascimento. A redemocratização do Brasil como o maior legado de Tancredo foi lembrada em todos os pronunciamentos.


O presidente do Senado Federal, José Sarney, comparou o ex-presidente mineiro a uma pedra que, como o mármore, não se modifica, não se desgasta.


– Tancredo foi o grande herói nacional, o maior de todos os políticos brasileiros dos tempos contemporâneos - afirmou Sarney, emocionado.


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O Nacionalista Tancredo Neves

“Jornal do Brasil” – 04/03/2010


MAURO SANTAYANA


Em debate na TV-Educativa do Paraná, que será exibido no próximo domingo, o jornalista José Augusto Ribeiro narrou um episódio que mostra a altivez de Tancredo. Na viagem que fez aos Estados Unidos, logo depois de eleito, o presidente esteve com Reagan e seu secretário de Estado, George Shultz, na Casa Branca, e, em seguida, visitou o Congresso. O presidente Reagan estava mais interessado em conversar sobre os signos do zodíaco. Com Shultz, Tancredo foi firme ao dizer-lhe que esperava dos Estados Unidos o tratamento que merecem as nações soberanas e conscientes de sua independência. No Congresso, que estava em recesso, foi recebido pela Comissão de Relações Exteriores, reunida para a ocasião. Um senador tocou no assunto da Nicarágua. Naqueles meses, a administração Reagan, diante da vitória eleitoral de Ortega e da discussão de nova Constituição, determinara o embargo contra Manágua, e medidas mais drásticas estavam sendo planejadas.


Tancredo, em resposta a um senador, disse, bem devagar, a fim de favorecer a tradução: "O Brasil não permitirá a invasão militar norte-americana contra a Nicarágua". José Augusto se lembra de que o embaixador norte-americano no Brasil, Diego Asencio, presente ao encontro, ficou lívido, mas ele não tinha razões para surpreender-se com a posição de Tancredo. Meses antes, como governador de Minas, ele o recebera nas Mangabeiras, e, depois de uma conversa amável, lhe disse que as relações de troca entre o chamado Primeiro Mundo e os países em desenvolvimento eram profundamente injustas. Lembrou-lhe que os países ricos se nutriam da miséria dos pobres, ao pagar preços baixos pelas matérias-primas e cobrar muito caro pelas máquinas, insumos industriais e remédios, sem esquecer que se negavam a transferir tecnologia.


Quando o embaixador lhe lembrou que os Estados Unidos tinham imensos gastos militares para garantir as fronteiras do "mundo livre", Tancredo, sorrindo, lhe disse que o mundo livre era grato por essa defesa, mas que estavam cobrando muito caro pela proteção. E, em tom aparentemente distraído, lhe disse que estavam cobrando "mais caro do que os rapazes de Chicago". Depois de se desculpar, sorrindo, pela boutade, ficou repentinamente sério. Ao prever rebeliões no continente contra a injustiça social, que poderiam levar os conservadores a buscarem a intervenção norte-americana e levarem Washington à tentação do desembarque de seus "marines", avisou, com a mesma suavidade na voz: "É bom lembrar, embaixador, que o Brasil é bem maior e muito mais populoso do que o Vietnã".


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FHC e Lula Herdaram Capacidade de Conciliação de Tancredo, diz Professor

Portal UOL – 04/03/2010


MAURÍCIO SAVARESE


No marco do centenário do nascimento do presidente Tancredo Neves, que morreu antes de assumir o cargo e era famoso por sua sensibilidade para conciliar interesses distintos, os brasileiros podem dizer que os dois últimos eleitos para o Palácio do Planalto herdaram parte da habilidade que consagrou o homem que "mineiramente" dobrou a ditadura. É essa a avaliação de Fábio Wanderley Reis, há quase 30 anos professor de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Segundo ele, os presidentes Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) também conseguiram aliviar tensões internas, como fez o político nascido em São João Del Rey, interior mineiro, ao manter diálogo com membros do Regime Militar (1964-1985) ao mesmo tempo em que promovia a democracia ao lado de forças de centro e de esquerda do país.


"Nós temos tido grandes figuras que são flexíveis para entender a complexidade do Brasil. Esse é o caso de Fernando Henrique, que soube promover uma transição transparente com um ex-aliado que virou adversário. Esse é o caso de Lula, que ao tomar posse foi alvo de uma expectativa negativa e deu continuidade a políticas importantes do antecessor. Apesar da polarização atual entre PT e PSDB, tivemos um aprendizado de equilíbrio e moderação à la Tancredo", disse Reis ao UOL Notícias.


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Tancredo Preferia Fazer Acordo a Derrotar o Adversário, diz Aécio Neves

Folha Online – 04/03/2010


FÁBIO RODRIGUES


O presidente Tancredo de Almeida Neves, que completaria 100 anos nesta quinta-feira, é lembrado pelo neto, o governador Aécio Neves (MG), como um homem de diálogo e com grande espírito conciliador. Segundo Aécio, seu avô sempre preferia um bom acordo a derrotar um adversário.


"A sua capacidade de articulação permitiu à nossa geração viver hoje em um país plenamente democrático", diz Aécio em entrevista à Folha Online.


Nascido em São João del-Rei (MG) no dia 4 de março de 1910, Tancredo foi deputado federal, senador e governador de Minas. Também passou pelo gabinete ministerial de Getúlio Vargas --no período democrático-- e ocupou o cargo de primeiro-ministro no curto período parlamentarista que o Brasil teve, no início dos anos 60, no governo de João Goulart.


Tancredo foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral em março de 1985, após comandar pela segunda vez o governo de Minas Gerais. O fato marcou o rompimento de quase 21 anos de regime militar no país, que teve início em 31 de março de 1964.


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Nos 100 anos de Tancredo, MG Inaugura Cidade Administrativa

Terra Magazine - 04/03/2010


No dia 4 de março deste ano o ex-presidente Tancredo Neves (1910-1985) completaria 100 anos. Em homenagem ao centenário do seu nascimento seu neto, o governador de Minas Gerais Aécio Neves, inaugura a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves.


No Congresso Nacional, sessão solene marcou o centenário nesta quarta-feira, 3. Deputados e senadores lembraram a trajetória política do mineiro de São João Del Rei, em especial sua participação no turbulento período que marcou o fim da ditadura militar e o processo de redemocratização do país. Na cerimônia, Aécio Neves declarou:


– Esperamos – sempre e eu de forma muito clara – que os valores e as crenças daqueles que, como Tancredo e seus companheiros, que vieram antes de nós e cumpriram os seus deveres, possam impregnar as convicções dos homens públicos de hoje.


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Centenário de Tancredo Neves é Lembrado Nesta Quinta-feira

Folha Online - 04/03/2010


DANIEL RONCAGLIA


Se estivesse vivo, o advogado e empresário mineiro Tancredo de Almeida Neves (1910-1985), presidente, governador, senador, deputado e vereador, completaria 100 anos nesta quinta-feira. Presidente símbolo da redemocratização depois do regime militar (1964-1985), Tancredo morreu sem assumir o cargo em 21 de abril de 1985.


Com José Sarney na vice-presidência, ele foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, por 480 votos contra 180 recebidos pelo deputado Paulo Maluf. Depois de sete cirurgias e 35 dias de internação, a morte de Tancredo gerou longa comoção nacional em um momento sensível da história política do país.


A força e o simbolismo político de Tancredo ficaram evidentes ontem, quando o Senado foi palco de uma série de discursos de políticos de diversos partidos em homenagem ao seu centenário. Uma estátua de Tancredo foi colocada no salão Nobre do Senado.


O cientista político Rogério Bapstistini, da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, afirma que Tancredo era um político com duas qualidades: astúcia e prudência. "Isso fazia dele um político com visão excepcional dos problemas com capacidade de articular as forças em questão", diz.


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Políticos Repercutem os 100 anos de Tancredo Neves

Folha Online – 04/03/2010


O presidente Tancredo de Almeida Neves completaria 100 anos nesta quinta-feira. Ele nasceu em 4 de março de 1910 em São João del-Rei (MG). Veja a repercussão de seu centenário:


"Tancredo era genuinamente um democrata. Era também, na sua essência, homem do Parlamento, especialmente atraído pelo debate das ideias. Acredito que foi justamente o exaustivo exercício do contraditório que adensou suas crenças na política como espaço para o diálogo, o entendimento e a construção dos necessários consensos em torno das grandes causas nacionais."
Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais e neto de Tancredo


"Foi um grande homem, fundador da Nova República que foi o melhor período da história republicana brasileira em todos os aspectos: a democracia de massa, o avanço na estabilidade, a paz social, o processo democrático. Me pareceu muito justificado vir aqui hoje a esta homenagem."
José Serra (PSDB), governador de São Paulo


"Há homens que dão a vida por um país: Tancredo deu mais, ele deu a morte."
José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado


"O Brasil tem dois mártires que nasceram em São João Del-Rei e morreram em um dia 21 de abril: Tiradentes e Tancredo Neves."

Pedro Simon (PMDB-RS), senador


"Os compromissos fundamentais de Tancredo sempre foram a defesa do Estado de Direito, o respeito às liberdades fundamentais e o compromisso com a justiça social."

Francisco Dornelles (PP-RJ), senador e sobrinho de Tancredo


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Parlamentares e Governadores Homenageiam Tancredo

Agência Senado - 03/03/2010


HELENA DALTRO PONTUAL


A sessão solene do Congresso para celebrar o centenário de nascimento de Tancredo Neves contou com a participação do governador de Minas Gerais e neto de Tancredo, Aécio Neves; o governador de São Paulo, José Serra; e o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, além de parlamentares e familiares do político mineiro, que morreu em 1985. Na abertura da sessão, a cantora Fafá de Belém interpretou o Hino Nacional.


A sessão foi presidida pelo presidente do Senado, José Sarney, que, em 1985, se elegeu vice-presidente da República na chapa de Tancredo Neves e assumiu a presidência em seu lugar.


Na homenagem, deputados e senadores lembraram a trajetória política do mineiro de São João Del Rei, em especial sua participação no turbulento período que marcou o fim da ditadura militar e o processo de redemocratização do país.


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