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Aécio Exalta Coerência do Avô

Agência Senado - 03/03/2010


RICARDO ICASSATTI


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse nesta quarta-feira (3) que a Câmara dos Deputados foi a trincheira cívica do seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves, nos embates em defesa da democracia. "Ele amava essa Casa", afirmou. Aécio destacou a coerência do ex-presidente, seu espírito conciliador, seu estilo de ouvir mais do que falar e sua intransigência em relação aos objetivos e aos princípios democráticos que permitissem hastear as bandeiras da paz.


“Tancredo era genuinamente um democrata. Era também, na sua essência, homem do Parlamento, especialmente atraído pelo debate das ideias. Acredito que foi justamente o exaustivo exercício do contraditório que adensou suas crenças na política como espaço para o diálogo, o entendimento e a construção dos necessários consensos em torno das grandes causas nacionais. Mas, mais do que qualquer outra coisa, Tancredo era Minas. Em tudo era Minas” – disse.


Aécio disse que Tancredo percebeu com nitidez que um dos maiores problemas do Brasil contemporâneo era não ter criado as condições de convivência política e de convivência coletiva compatíveis com o processo de modernização do país. O governador lembrou que seu avô dizia sentir-se mais feliz quando fazia um bom acordo do que quando derrotava um adversário.


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Meu Caro Presidente...

Revista Veja - 03/03/2010 - Ed. 2154


Na noite de 13 de junho de 1964, pouco mais de dois meses após o golpe militar que estabeleceu uma ditadura no Brasil, o ex-presidente Juscelino Kubitschek embarcava solitariamente no Rio de Janeiro rumo ao exílio voluntário na Europa. JK, o festejado presidente bossa-nova, tivera o mandato e os direitos políticos cassados pelos militares.


Despedia-se do país sob o rugido aziago das turbinas do avião da Ibéria que o levaria a Madri. No jato, partiam Juscelino e os anos dourados. Em terra, ficavam os militares e os anos de chumbo. Quando Juscelino subiu as escadas do avião, um braço o alcançou. Era Tancredo de Almeida Neves, que completaria 100 anos nesta semana, em 4 de março. Aos 54 anos, Tancredo era deputado, crítico do regime, mas ainda não tinha o tamanho de Juscelino.


Deixaram-no ficar. Juscelino, porém, projetava uma sombra democrática por demais incômoda aos militares. "Meu caro Tancredo", escreveu Juscelino de Paris, dois meses depois do embarque, numa das primeiras cartas de uma correspondência que se avolumaria no decorrer daqueles tempos lúgubres, "lembro-me bem de que a sua foi a última mão que apertei antes de me dirigir ao avião. Naquele instante de brutalidade, a sua presença me confortou."


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Selo do Ex-presidente Tancredo Neves É Lançado em BH

Globominas.com – 01/03/2010


Lançado, nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, um selo em homenagem ao centenário de nascimento do ex-presidente Tancredo Neves.


O selo, criado pelo artista plástico mineiro Ricardo Cristofaro, traz a figura de Tancredo Neves entre a bandeira de Minas e o mapa do Brasil. A imagem de fundo representa São João Del Rei, cidade natal do ex-presidente, que completaria 100 anos no dia 4 de março. O selo será vendido nas agências dos correios de todo o país por um R$ 1,05. O governador Aécio Neves, neto de Tancredo, participou da cerimônia de lançamento.


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MG Abre Homenagens aos 100 anos de Tancredo Neves

Jornal "O Estado de S. Paulo" - 01/03/2010


SÃO PAULO - Com a presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e do governador Aécio Neves (PSDB), será lançado hoje em Belo Horizonte um selo comemorativo do centenário de nascimento do ex-presidente Tancredo Neves. O evento faz parte de uma série de homenagens que irão se prolongar até 21 de abril - o dia de sua morte, um dos traumas nacionais no recente período da redemocratização.


Na quarta-feira, o Congresso vai realizar uma sessão solene para lembrar o primeiro presidente civil após o golpe militar de 1964. Na quinta, será inaugurada em Belo Horizonte a nova sede do governo do Estado, projetada por Oscar Niemeyer, com o nome do ex-presidente. No mesmo dia reabre em São João Del Rey, completamente reformulado e com o patrocínio de empresas privadas, o Memorial Tancredo Neves.


As comemorações prosseguirão nas semanas seguintes com exposições, lançamentos de livros e de um documentário cinematográfico dirigido por Silvio Tendler, homenagens na Academia Brasileira de Letras (ABL) e no Museu Histórico do Rio de Janeiro e outros eventos.


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Tancredo, o Político Clássicol

Jornal “O Tempo” – 28/02/2010


AMÁLIA GOULART


"Aqui jaz, muito a contragosto, Tancredo de Almeida Neves". Era assim que o primeiro presidente brasileiro eleito indiretamente após a ditadura militar, em 1985, disse que queria ser lembrado. Se estivesse vivo, Tancredo, avô do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), completaria 100 anos na próxima quinta-feira.


Quando era senador, na década de 80, conversando com colegas, Tancredo Neves citou o epitáfio que abre esta matéria. "Tinha morrido um senador. Depois do sepultamento, no cafezinho do Senado, um grupo de senadores discutia qual o epitáfio preferido. Um falava assim: 'viveu com dignidade, morreu com o amor de Nossa Senhora Aparecida'. O outro dizia que era um 'bom brasileiro, pai honrado'. Só coisas carregadas de religiosidade. Na vez de Tancredo, ele deu um sorrisinho e disparou", contou Ronaldo Costa Couto, um dos amigos pessoais do ex-presidente, de quem foi secretário de Planejamento e seria ministro do Interior.


Leia mais em: Tancredo, o Político Clássico que Conduziu o Brasil ao Novo

Minas e a Cidade Administrativa

Jornal “O Tempo” – 28/02/2010


JOÃO GUALBERTO JR.


Na próxima quinta-feira, data do centenário de Tancredo Neves, o governo de Minas Gerais passa a atender em um novo endereço. Os edifícios neoclássicos da praça da Liberdade, as primeiras construções da então nova capital, deixam de abrigar o centro do poder no Estado. Após 113 anos, esse papel é transferido para um complexo de prédios modernos a 20 km de distância e localizado em uma região marcada pela carência de atenção pública.


Pode-se enaltecer ou discordar do advento da Cidade Administrativa Tancredo Neves. É plausível a defesa da mudança de sede sob os argumentos da economia e da melhoria na gestão. Não deixam também de ser pertinentes as críticas à real necessidade de se gastar R$ 1,2 bilhão em um projeto que pode ser tido como visionário para tempos de crise e que está longe de agradar a totalidade dos servidores e dos cidadãos.


No entanto, não há como negar a ousadia do governador Aécio Neves em conceber e bancar o novo complexo e a percepção de que Belo Horizonte e Minas vivem um momento histórico.


Leia mais em: Minas se Volta para a Cidade Administrativa

Mestre em Articulação

Jornal “O Tempo” – 28/02/2010


AMÁLIA GOULART


Tancredo Neves viabilizou-se candidato à Presidência da República após muita efervescência política. Ele representava o lado civil do pleito. Disputou com o candidato dos militares, Paulo Maluf. Para conseguir manter a candidatura teve que negociar até mesmo com o regime militar, como confidenciou Ronaldo Costa Couto, que foi amigo e secretário do Planejamento de Tancredo no governo de Minas. "Ele conversou com militares, civis, com a esquerda, centro, costurando sua eleição. Tancredo Neves dialogou com todo mundo. No final, encontrou-se com o presidente (João) Figueiredo. Conversou com quem precisou", disse.


"Ele foi muito esperto. Reunia-se simultaneamente com os militares e escondia isso o tempo todo", afirmou o jornalista e autor de um livro sobre Tancredo Neves, Ramiro Batista.


Quando Tancredo foi internado no Hospital Base de Brasília, no fatídico dia 14 de março de 1985, houve o receio de que os militares pudessem tomar o poder novamente no país. "Quando vi aquela notícia na televisão, peguei o meu revólver (calibre) 32, coloquei na cintura e corri para o hospital. De lá, eu fui para o Congresso. Todo mundo estava armado", contou Genival Tourinho, amigo de Tancredo e que, na época da morte do presidente eleito indiretamente, era deputado federal.


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Memória Viva

Jornal “Estado de Minas” – 27/02/2010


SÉRGIO RODRIGO REIS


Várias homenagens foram programadas para lembrar o centenário de nascimento de Tancredo Neves. Entre elas estão reedição de livros, documentário assinado pelo cineasta Silvio Tendler, realização de sessão solene no Congresso Nacional e nova exposição no memorial dedicado a ele, em São João del-Rei. Um ponto une os tributos: a valorização da missão pública, que Tancredo exerceu como ninguém.


Em 3 de março, às 10h, depois da sessão solene no Congresso, em Brasília, será relançado o livro Perfil parlamentar, escrito há 10 anos pela sobrinha de Tancredo Neves, a historiadora Lucília de Almeida Neves Delgado. A publicação trará ensaio analítico introdutório, compilação dos principais discursos proferidos pelo mineiro e ensaio fotográfico. Ainda na capital federal, o Instituto Histórico e Geográfico fará sessão comemorativa em homenagem ao estadista.


Em Minas Gerais, vários eventos relembrarão a trajetória do ex-governador. Dia 4, data de nascimento dele, será inaugurada a Cidade Administrativa do Governo do Estado. Por iniciativa da Assembleia Legislativa, o complexo foi batizado com o nome de Tancredo Neves.


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Tancredo Democracia Neves

Jornal “Estado de Minas” – 27/02/2010


RONALDO COSTA COUTO


"Mineiros, o primeiro compromisso de Minas é com a liberdade. Quando ainda não havia caminhos e cidades nestas montanhas, os pioneiros, descortinando o alto horizonte, sentiram que nelas não haveria pouso para os tiranos, nem chão para as quimeras totalitárias" (Em 1983, no discurso de posse como governador de Minas Gerais)


Centenário de nascimento de Tancredo Neves (1910-1985), 25 anos de saudade dele. Ainda me emociona a lembrança do Brasil inteiro enfeitado de verde-amarelo e alegria em 15 de janeiro de 1985 para festejar sua quase milagrosa vitória no Colégio Eleitoral do regime militar. Foram 480 votos, contra 180 dados ao situacionista Paulo Maluf. Era a certeza da democracia, depois de quase 21 anos de ditadura.


Assisti à votação de pé, abraçado ao escritor e cartunista Ziraldo, amigo de vida inteira, e ao saudoso jornalista carioca Zózimo Barroso do Amaral. Choramos de pura alegria, felicidade ameaçando arrebentar o peito. Momento encantado. A história acontecendo ali, exibindo-se despudoradamente, escancarando episódio marcante. Tancredo, no discurso da vitória: "Se todos quisermos, dizia-nos, há quase 200 anos, Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la".


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Falas do Trono

Jornal “Estado de Minas” – 27/02/2010


J.D. VITAL


As entrevistas coletivas ganharam a solenidade das falas do trono. Passaram a se realizar, uma vez ao mês, no auditório do terceiro andar do Palácio dos Despachos, com alguma organização e muita motivação. Parecia entrevista no Salão Oval da Casa Branca. Com a diferença que o governador não falava de pé, como faz hoje o presidente Barack Obama. Tancredo Neves falava sentado.


De alguma forma, a capacidade de Tancredo mexer com o público, no período da redemocratização brasileira, foi avant-première do fenômeno Obama, que emocionou as plateias na campanha e na posse em Washington. Em Minas ou por onde passava no país, durante as Diretas Já, Tancredo também despertava comoção e esperança.


Nas coletivas, Tancredo deixou de ser ameaçado pelo alvoroço dos microfones: os aparelhos eram dispostos sobre a mesa, colocada em um tablado, de frente para a plateia. Os repórteres sentados, também. Uma coisa civilizada. De pé, apenas os cinegrafistas e a multidão de curiosos, que surgiam não se sabe de onde.


Nenhum jornalista da época parecia interessado em perguntar quantos quilômetros de estradas o governo Tancredo Neves abriu ou asfaltou. Mas todos anotavam com entusiasmo suas palavras, como "o primeiro compromisso de Minas é com a liberdade".


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Um Tempo Assombrado

Jornal “Estado de Minas” – 27/02/2010


INÁCIO MUZZI


O hiato de 25 anos encobre quase perfeitamente o clima psicológico que envolveu os 38 dias de lenta agonia do presidente eleito Tancredo Neves, transcorrida entre a sua internação na noite de 14 de março e a sua morte em 21 de abril de 1985.


Os fatos, por mais surpreendentes, podem ser recolhidos nos arquivos históricos. Um presidente, líder de uma transição democrática, baixa ao hospital 10 horas antes de sua posse. Sobrevive a uma cirurgia aparentemente simples e depara-se mais seis vezes com o bisturi, até sucumbir por síndrome da resposta inflamatória sistêmica, o "pulmão de choque", designação que não existia na época.


Os arquivos apresentam todos os detalhes da derrocada médica e a também lenta legitimação do governo democrático do "vice"-presidente Sarney, até meses antes presidente do partido de sustentação do regime militar, o PDS.


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